sou

Helio Miguel
curitibano
jornalista
advogado


leio

Cidades Invisíveis
Ítalo Calvino

O Ponto de Mutação
Fritjof Capra

Sonhos Reflexões

C.G.Jung - Memórias


ouço

Riot On An Empty Street
Kings Of Convenience

nadadenovo
Mombojó

A Crow Left Of The Murder
Incubus


na telinha

24 Horas
Fox

The O.C.
Warner Chanel

Campeonato Brasileiro


na telona

O Senhor dos Anéis

Be Cool
(O Outro Nome do Jogo)

Star Wars


links

:: No Mínimo
:: Trip
:: Blog do Tas
:: BBC Radio
:: UmaPorDia
:: Kibe Loco!
:: 20 questions


escrevi


mais


ICTB | Incubus Come To Brazil


This page is powered by Blogger. Isn't yours?

Get Firefox!

carolreine[arroba]gmail.com


:: 27.6.05

Agenda musical está lotada no segundo semestre

Recentemente postei aqui um apanhado de bons shows que estão por vir no segundo semestre de 2005. Pois é, como tinha (e ainda tem) muita coisa a confirmar, a lista está sendo constantemente atualizada. O último item adicionado foi uma possível turnê dos Strokes, que deve acontecer em outubro. Portanto, volto a postar a lista atualizada, abaixo:.

Shows internacionais previstos no Brasil (Parte II):

Agosto

Cake
Está no site oficial! Dia 3 tocam em Porto Alegre, no Bar Opinião, dia 4 em Goiânia, no Go Music Festival, dia 5 em São Paulo no Hotel Unique (será que está certo isso? Ou publicaram sem querer o hotel que eles vão se hospedar?) e dia 6 aqui em Curitiba, no Curitiba Master Hall.

Campari Rock
Esse festival inédito, organizado pelos jornalistas André Barcinski e Lucio Ribeiro, vai acontecer em São Paulo entre os dias 12 e 14 de agosto. Apesar do nome, o festival não deve trazer só rock. A dupla de DJs Optimo, por exemplo, já está confirmada, assim como outra dupla, Fixer & MacCarthy, e o produtor Alan McGee (descobridor de bandas como o Oasis), que deverá atacar de DJ. Em matéria de rock, o clássico underground MC5 e a banda The Kills são destaques entre os gringos. As outras atrações vão se limitar a bandas e artistas independentes do cenário nacional.

Setembro

Curitiba Rock Festival
Foi adiado de maio pra setembro esse festival, que ano passado trouxe os Pixies para um único (e badalado) show na América do Sul. Deverá ser nos dias 2 e 3, e como nas edições anteriores, trazer uma ou duas bandas internacionais famosas (já se falou em tanta coisa que não vou nem mencionar) para dividir o palco com várias bandas alternativas nacionais. E o nome, como já deu pra perceber, deixou de ser Curitiba Pop Festival, parece que por exigência de um patrocinador.

Nokia Trends
O evento deverá ser na segunda semana de setembro. O evento já patrocinou, no passado, a vinda do Chemical Brothers e do DJ Fatboy Slim. Dizem que a principal atração agora será o DJ Moby.

Brasília Music Festival
Provavelmente acontecerá nas mesmas datas que o festival patrocinado pela Claro. Pretenders, Alanis Morissette e a banda Live já foram atração do evento. Pra esse ano nenhum nome foi divulgado ainda.

Chimera Rock
O mesmo festival que ano passado trouxe o Linkin Park ao Brasil, deve ganhar uma nova edição este ano. Bandas cotadas: Good Charlotte, Slipknot e Papa Roach. A data (ou as datas) ainda não foi confirmada. Dizem que está dependendo da agenda de uma quarta banda, ainda não foi divulgada, mas bastante conhecida. O festival será em São Paulo.

Judas Priest
Os veteranos devem tocar no Rio de Janeiro (dia 6), São Paulo (dia 7) e Porto Alegre (dia 9).

Avril Lavigne
A cantora deve desembarcar no Brasil em setembro para fazer shows nas cidades de Porto Alegre (dia 22), Curitiba (dia 23), São Paulo (dia 24) e Rio de Janeiro (dia 25).

Whitesnake
Mais uma banda veterana que deverá vir em setembro também, com David Coverdale no vocal. Não há datas nem locais confirmados ainda.

The Cure
Há rumores de que os ex-quarteto inglês (agora é um trio) virá ao Brasil em setembro. Também ainda não há datas nem locais confirmados.

Outubro

Tim Festival
O já tradicional festival (filho do antigo Free Jazz), que ano passado trouxe bandas como Libertines e Mars Volta, tem mais uma edição nos dias 21 a 23 de outubro. Mas dessa vez deve acontecer só no Rio de Janeiro. Falou-se por aí em Interpol e Franz Ferdinand, mas os organizadores prometeram nada mais nada menos que os Strokes, de quem eu falo mais abaixo. Também já foi confirmada a presença do Wilco.

The Strokes
A banda, que é aguardadíssima há alguns anos por aqui, finalmente deve desembarcar no Brasil em outubro. A vinda dos caras será graças ao Tim Festival, mas eles devem fazer pelo menos mais dois shows, um em São Paulo e outro em Porto Alegre. Há, ainda, a possibilidade real de acontecer mais um show no Rio de Janeiro, já que o show do Tim Festival não alcançaria um público muito grande. Mais informações aqui.

Scorpions
Pra completar a lista de veteranos do hard rock/metal, o Scorpions deverá aparecer por aqui em outubro. Mas nada muito certo ainda.

Nightwish
Outra banda gringa que provavelmente volta ao Brasil nesse mês. Também: nada oficial ainda.

Novembro

Claro Que É Rock
O festival que era para acontecer em agosto, no Rio e em São Paulo, foi adiado para novembro. E vai trazer pelo menos uma banda bem famosa. Mas tudo que se falou de nomes até agora, por enquanto é só especulação. No site oficial tem notícias aparentemente despretenciosas de Weezer, Offspring e Billy Corgan. Mas fala-se em Foo Fighters e Garbage. Bom, qualquer um desses será muito bem-vindo.

White Stripes
Não, eu não errei. Jack e Meg White estão querendo voltar à América do Sul ainda este ano

Outras bandas que deverão aparecer por aqui em breve:

Rolling Stones
Mick Jagger, Keith Richards e companhia já anunciaram a turnê mundial, que deve passar pelo Brasil. Mas não há ainda confirmação nem de local (ou locais) e data (ou datas). Só se sabe que será em janeiro de 2006. Bandas como Black Eyed Peas, Maroon 5 e Pearl Jam são alguns nomes que devem abrir os primeiros shows dos Stones lá fora. Pra cá não se tem idéia das bandas de abertura ainda.

(fontes: além dos sites oficiais de bandas e patrocinadores dos festivais, pesquiso em sites e colunas de música em geral)

:: por Helio às 2:52:02 PM | permalink | comente []



:: 23.6.05

Escolhas profissionais

Hoje acabei de lembrar porque escolhi não ser publicitário. Lembrei quando vi uma propaganda específica, de um provedor de internet (ou de e-mails, ou dos dois). A propaganda começa legal, com um indivíduo do tipo "nerd" circulando em uma festa e desferindo as cantadas das mais batidas para as meninas que, obviamente, se afastavam do coitado. Depois do último fora, o narrador comenta que "isso não é pop". Depois, o plano muda para uma festa mais animada, com um indivíduo do tipo "galã", cercado por duas beldades. Enquanto o narrador mostra que "isso sim é pop", o galã aparece navegando na internet, supostamente através do provedor anunciante (que se chama pop).

Nada contra publicitários ou amantes da publicidade (eu também sou um amante da boa publicidade), mas não consigo me ver criando uma propaganda com uma fórmula tão batida como essa. Meu senso crítico não consegue conceber uma coisa assim. Me imagino numa reunião com outros publicitários, em que surge uma idéia dessas. E depois disso, fazendo uma cara de poucos amigos ao ouvir tal idéia, enquanto todos os outros comemoram e elogiam o gênio criativo que a concebeu. E também me imagino depois disso saindo da agência com um ar de frustração e pensando "por que diabos não escolhi outra profissão?".

Comerciais de cerveja normalmente me causam a mesma reação. Fórmulas prontas e falta de criatividade é o que impera. Não que eu ache que uma peça publicitária tenha que ser uma obra de arte, já que o objetivo principal normalmente é vender o produto que está anunciando, mas inovações são sempre bem-vindas, não só na publicidade como em qualquer outra área.

Mas a publicidade não é a única área que às vezes me causa calafrios. Afinal, como jornalista e advogado, é impossível não me deparar com situações complicadas para ambas as profissões. Exemplos, há vários. Como o caso de um jornalista pernambucano que foi sumariamente demitido porque permitiu a publicação de uma matéria um tanto comprometedora em relação a um camarada do dono do jornal em que trabalhava (mais detalhes aqui). Não é fácil ver a minha profissão tendo que passar, em pleno terceiro milênio, por situações como essa. Tudo bem que essa situação não foi causada exatamente por um jornalista. Afinal, dono de jornal é homem de negócios mais que jornalista. Mas o acontecido não deixa de causar uma sensação de "será que eu quero trabalhar com esse tipo de gente mesmo?".

Porém, outros acontecimentos bem recentes envolvem jornalistas de verdade e talvez sejam mais vergonhosos ainda. Um deles é a condescendência com que os jornalistas presentes no programa Roda Viva, da TV Cultura, trataram o deputado "Rouberto" Jefferson (como diria Agamenon no site do Casseta), essa semana, quando ele insinuou fatos sórdidos da época do governo FHC. Os jornalistas simplesmente ignoraram as insinuações, provavelmente porque estão mais preocupados em derrubar o governo atual e, quem sabe, ajudar a colocar o grupo que governava o Brasil no passado recente de volta ao poder. Não era conveniente, para eles, mexer naquele barril de pólvora no momento. Ainda mais numa TV mantida pelo governo tucano de São Paulo. Nesse caso aconteceu um misto de retranca jornalística (no sentido futebolístico mesmo) com prováveis influências superiores (não divinas, mas do andar de cima mesmo).

Outro fato é o caso da compra de capas de revista pela Schincariol. É o tipo de coisa que todos no meio sabem mais ou menos que acontece mas ninguém tem coragem de falar. Talvez porque a maioria tenha mãos sujas. Me imagino (lá vou eu me imaginar de novo) como chefe de redação de uma revista tida como independente no sentido editorial, me deparando com uma situação dessas. Uma "ordem" superior para publicar uma matéria de capa sobre um aliado comercial da publicação. E depois disso eu saindo da redação com a mesma cara de frustração que faria no caso publicitário que mencionei no começo deste texto.

A área do direito, então, é campeã em situações complicadas. Até hoje não consegui em minha mente fazer um exercício de filosofia e ética que me permita sequer pensar em defender um assassino cruel, um estuprador, um picareta que aplique golpes em velhinhos ingênuos ou um político corrupto, por exemplo. Morreria de fome se tivesse que representar pessoas assim. Ou viveria deprimido, sem conseguir dormir à noite com a consciência limpa.

É, na real, não deve existir profissão perfeita. Mas temo que esteja próximo ou tenha escolhido as mais imperfeitas... Será que eu ainda consigo entrar para o mercado da publicidade?

:: por Helio às 3:09:25 PM | permalink | comente []



:: 21.6.05

Repressão sem causa

Adolescentes detidos a cavalo na Av. Paulista vão para casa.

São Paulo - Os quatro adolescentes detidos na madrugada desta terça-feira andando a cavalo em plena Avenida Paulista foram levados para casa pelos pais. Os cavalos, que passaram a noite na porta do 78º Distrito Policial, nos Jardins, foram transferidos para o Centro de Zoonoses. De acordo com a polícia, não se pode dizer ainda se os cavalos foram roubados pelos meninos porque o dono não foi encontrado.

Sempre se falou muito em "rebeldes sem causa". Porém, em repressores sem causa, nunca ouvi falar. Essa notícia acima me fez pensar nisso. Afinal, é crime andar a cavalo na cidade agora? Não entendi o porquê dessa detenção. Esse é um exemplo típico das arbitrariedades frequentemente cometidas pela polícia. Além da falta de discernimento de parte da população (como é o caso do cidadão que, ao ver os adolescentes a cavalo na Av. Paulista, ligou para a polícia). É o que eu venho dizendo ultimamente, o estado tem se intrometido demais na vida particular das pessoas. A ponto de punir até atitudes não criminosas, como essa.

O que pode ter de errado em andar a cavalo na Paulista? Decerto os policiais e o cidadão que telefonou para a polícia pensam que só podem andar automóveis nessa avenida. Só meios de transporte poluentes. Cavalo, em plena Paulista, não vale. É muito ecológico. Vai contra o status de modernidade que permeia uma das avenidas mais famosas do Brasil (senão a mais famosa). Além do mais, não é transporte pago. Os garotos não gastaram com passagem, nem gasolina, para transitarem lá. Sem falar que os moleques aparentemente estavam apenas se divertindo. Aí é que não vale mesmo.

A detenção dos adolescentes é exemplo da típica mentalidade de que, se a coisa parece errada, se difere do padrão, então não pode. É como andar de skate em locais públicos. Eu costumava, lá por 1993, 94, andar de skate no Edifício Castelo Branco, aqui em Curitiba. O prédio era público, piso era lisinho, a área coberta. Nos fins de semana, dezenas, às vezes centenas de skatistas andavam lá. Nunca vi ninguém quebrar ou danificar nada, cometer qualquer ato de violência contra ninguém e se vi uso de drogas, foi pouco (nada mais do que vejo em qualquer outro lugar). Ou seja, quase nada de errado acontecia. Mas a polícia insistia em nos expulsar de lá.

Pura repressão. Atitude para mostrar quem manda ali, para reforçar o papel de autoridade da polícia. Eles (e quem sabe alguns cidadãos que provavelmente prestavam queixa contra nós) certamente não chegavam a pensar se tinha alguma ilegalidade sendo cometida. Não tinha nenhum aviso proibindo o skate naquele lugar, muito menos alguma lei nesse sentido. Se alguém por acaso consumia drogas ou violentava outros, a repressão tinha que ser exclusivamente contra quem fez isso. Mas todos pagávamos, por simplesmente estarmos nos divertindo. Fico imaginando qual seria a acusação caso alguém fosse pego pela polícia. Provavelmente não haveria. Mas o papel repressor, assim, era garantido.

:: por Helio às 3:01:19 PM | permalink | comente []



:: 15.6.05

Saiu o line-up do Campari Rock

Como era de se esperar, sem atrações do mainstream. Destaque para o MC5, banda veterana de Detroit, que toca dia 13 de agosto. Ah, o festival será em São Paulo. Sem mais enrolação, vamos à lista:

12 de agosto: Freakplasma, Jumbo Elektro, Cansei de Ser Sexy, Berg Sans Nipple (FRA/EUA), DJs Optimo (GBR), The Kills (GBR/EUA).

13 de agosto: Autoramas, Wander Wildner, Daniel Belleza e os Coraçoes em Furia, Objeto Amarelo, Os Muzzarelas, Irmaos Rocha, Thee Butchers Orchestra, Los Pirata, As Mercenárias, Forgotten Boys, Dungen (SUE), MC5 (EUA).

14 de agosto: DJ Alan McGee (GBR)

:: por Helio às 1:51:05 PM | permalink | comente []



Incubus confirma que vem à América do Sul

Parece que finalmente a hora tá chegando. O empresário do Incubus, Steve Rennie, anunciou recentemente no fórum do site Incubus Online-View, que a banda tá vindo pra América do Sul. O anúncio foi simples, sem maiores detalhes, sem datas ou cidades que serão visitadas. Porém, já tem site (como esse, na Colômbia) anunciando show dos caras, em Bogotá, no dia 2 de agosto. Resta aguardar e ficar de olho nas notícias!

:: por Helio às 12:14:33 PM | permalink | comente []



:: 11.6.05

Sexo? To fora!!

Os assexuais estão saindo do armário. Mais de 4 mil já se juntaram à Asexual Visibility and Education Network (Rede de Visibilidade e Educação dos Assexuais). Uma análise no ano passado indicou que um por cento dos adultos britânicos podem ser assexuais. Alguns psicólogos acham que a assexualidade é uma disfunção; outros a classificam como uma "desordem de hipoatividade no desejo sexual", mas apenas se causa algum incômodo à pessoa.

(traduzido do site Slate.)

:: por Helio às 10:56:37 PM | permalink | comente []



Links

Spray on Mud - Spray de lama. "For that authentic off-road look". Eu mereço!

Big Red Button - impossível resistir à curiosidade e não ir até o final.

:: por Helio às 10:55:24 PM | permalink | comente []



Férias nos Alpes

Bento XVI passará férias nos Alpes italianos em julho.

Cidade do Vaticano - O papa Bento XVI passará, de 11 a 28 de julho, suas férias na região alpina italiana do Vale de Aosta, na localidade de Les Combes, onde também costumava ficar seu antecessor João Paulo II, informou a diocese de Aosta.

Nem um ano de "empresa" e o homem já sai de férias... Que privilégio é esse? Bem que meu avô dizia, vida boa é vida de padre...

:: por Helio às 10:55:10 PM | permalink | comente []



iPods na mira dos ladrões

Troque a cor dos fones do seu iPod antes de sair.

A polícia de Nova Iorque produziu um folheto que orienta os donos de iPods sobre como evitar roubos no metrô ou em outros meios de transporte publico. Sob o titulo 'Let's Stop iPod Theft', faz recomendaçoes como - 'Fique alerta' ou 'Mantenha seu iPod fora da visao'. O aviso mais surpreendente é - 'Mude seus fones de ouvido para um de outra cor quando estiver em publico'. Os fones brancos se tornaram marca registrada do player da Apple.

Isso em Nova York. Imagine se iPod fosse tão comum por aqui, como parece que é lá. Por isso que não tenho o meu ainda... :P

:: por Helio às 10:54:53 PM | permalink | comente []



Revolução silenciosa

Metade dos bebês nos EUA é de origem latina.

Das quase três milhões de pessoas que nasceram nos Estados Unidos entre julho de 2003 e julho de 2004, a metade é de origem latina, segundo dados do censo americano. O levantamento mostra que a população hispânica no país cresce três vezes mais do que a média americana. Os hispânicos já são a mais numerosa minoria nos Estados Unidos, ultrapassando a afro-americana. O estudo não pôde estabelecer com precisão se estão incluídos nesses dados os entre 8 milhões e 11 milhões de latino-americanos que, de acordo com as estimativas, vivem sem documentação nos Estados Unidos.

Nós latinos somos meio como pombos. Estamos em todo o canto e nos multiplicamos numa rapidez impressionante. Logo vamos dominar o lado ocidental do mundo! E não sei se isso é bom ou é ruim.

:: por Helio às 10:54:37 PM | permalink | comente []



:: 10.6.05

Bizarrices

Enquanto na Índia podemos encontrar policiais de cinco anos de idade, na Inglaterra menores de 16 anos são proibidos de fazer sexo, mas em compensação já têm um Guia à disposição. Nos EUA, uma campanha para libertar uma atriz (maior de idade) das garras do malvado Tom Cruise. Nenhuma dessas bizarrices é no Brasil! Incrível!

:: por Helio às 12:11:25 AM | permalink | comente []



:: 9.6.05

Internet 2

Melhor, mais rápida. Mas você não pode usá-la. Graças à dica de No Mínimo, pude ler essa boa matéria do site Slate sobre uma espécie de internet paralela, por onde os dados são transferidos apenas via fibra ótica, 100 a 1000 vezes mais rápido que na rede que conhecemos. Poucos podem usá-la, mas por lá a pirataria - como não podia deixar de ser - já deu suas caras. Também pudera. Um filme como Matrix, em qualidade de DVD, pode ser transferido em 30 segundos. Difícil pra qualquer um resistir a uma tentação dessas. De qualquer forma, a internet2, como tem fins - pelo menos oficialmente - de pesquisa, deve continuar sendo para poucos, embora os benefícios vindos dessas pesquisas talvez possam ser sentidos por nós no futuro. Assim espero.

:: por Helio às 11:43:34 PM | permalink | comente []



Links bacanas

The Zoomquilt - demora bastante pra carregar mas vale a pena a espera. É só clicar e arrastar o mouse para cima ou para baixo para aumentar ou diminuir o zoom. Muito bacana!

Super Bonder Reality Show - imagine um monitor de 11 kg colado na parede com 3 gramas de Super Bonder, passando 24 horas por dia anúncios que os visitantes podem deixar no site. Idéia diferente de propaganda.

:: por Helio às 3:05:15 PM | permalink | comente []



Argentina 3, Brasil 1

Tá, o Brasil tomou ontem um verdadeiro banho de bola dos nossos hermanos. Banho de bola e de estratégia pré-jogo. Junte elogios descarados dos argentinos aos jogadores brasileiros, uma visita de Maradona a Ronaldinho Gaúcho e um ego já inflado dos nossos compatriotas, que o estrago já era certo. Depois coloque em campo um time com Riquelme, Saviola e Sorín jogando muita bola. E, como se não bastasse, adicione um comentário do Parreira, classificando o jogo que garantiria ao vencedor uma vaga na Copa do Mundo como um "amistoso de luxo", que aí a merda tá completa. Como disse o grande Marcelo Tas, "o peixe sempre morre pela boca". Bom, qualquer coisa é só dizer que os argentinos tiveram sorte. Conta outra.

Além disso, sou só eu que acho o Cafu uma fraude, ou tem mais gente que divide a mesma opinião? Ontem minha teoria só se confirmou. O cara não fez uma jogada decente e ainda entregou o primeiro gol dos argentinos. Não tenho nada contra a pessoa Cafu. Ele parece ser um cara bacana e tal. Mas como jogador, deixa a desejar faz tempo. Pra mim querem transformar o cara em um novo Zagallo (esse pra mim é outra fraude). Só pra falar que o Brasil tem alguém que participou de não sei quantas Copas do Mundo e não sei quantas finais de Copa. Não duvido se, depois que ele se aposentar (que seja logo), receba um cargo de auxiliar técnico da seleção.

Já Roberto Carlos - que pra mim é outro que tem mais fama do que bola no pé - calou a minha boca ontem. Eu vivia dizendo que fazia anos que não via o "canhão" fazer um gol de falta pela seleção. Mas ontem ele me obrigou a ficar quieto pelo menos por alguns meses. Mesmo assim, espero que a Copa das Confederações revele alguém melhor do que ele nessa posição.

E será que o Brasil não tem um zagueiro menos estabanado que o Roque Júnior pra compor aquela defesa? To começando a achar Junior Baiano um zagueiro estável e com a cabeça no lugar. Tá certo que defesa quase nunca foi o forte do Brasil. Infelizmente, diferente de Pelé, Garrincha, Tostão e Rivelino - entre outros -, que fizeram escola por aqui, o grande Nilton Santos não conseguiu atrair grandes discípulos para sua posição. Pena. Nós zagueiros lamentamos muito.

Zé Roberto. Esse nome pra mim destoa ali no meio-campo do Brasil. Não é um jogador ruim, não. Mas pra mim não passa de um bom reserva. Ele jogou o que jogou contra o Paraguai porque teve liberdade, com as atenções dos guaranis voltadas a Robinho e Ronaldinho Gaúcho. Contra a Argentina, voltou ao seu normal. Que é um normal bem normalzinho.

Outro bom reserva é Adriano. Tudo bem, todos têm o direito de fazer uma partida ruim. Mas duas seguidas, na seleção, não. Assim dá saudades do Ronaldo Nazário (ainda mais que ele aparece no Globo Esporte todo dia).

Não posso esquecer do gol. Dida nunca foi grande coisa pra mim. Considero o cara um goleiro normal, e que ultimamente está até abaixo do normal (vide Liverpool e Milan na final da Copa dos Campeões). Faço parte do coro que pede Rogério Ceni no gol da seleção. No gol e perto da área do adversário, batendo faltas e pênaltis. Mas o conservadorismo dos nossos técnicos nunca vai deixar o Ceni jogar com a camisa número 1 do Brasil.

E falando em técnicos e conservadorismo, falo por fim, do famoso Pé-de-Uva. Parreira pode até ser um técnico razoável, um cara que tem bons conhecimentos teóricos, etc. Mas custava ele ser um pouquinho mais vibrante? Aquele semblante dele que não se altera durante o jogo inteiro, seja na vitória ou na derrota, dá sono até em mim. Imagine então nos jogadores que estão ali do lado dele. Nunca fui fã de Felipão, mas nesse aspecto sinto saudades do bigode. Não é a toa que Pé-de-Uva caiu na brincadeira de um programa de TV argentino, e bebeu água com cuspe. Por mais que ele diga que não acredita nisso.

:: por Helio às 2:37:45 PM | permalink | comente []



:: 6.6.05

Um Vaticano consumista dentro do Brasil

A Daslu e o shopping-bunker

Rico fresco adora essas coisas. Méritos pra dona disso tudo, que teve a visão necessária (ou foi sem querer que ela criou isso tudo?) pra criar esse pequeno país dentro do Brasil, uma espécie de Vaticano consumista pros ricaços. Como lá eles provavelmente não me aceitariam como "sócio", e eu mesmo não tenho cacife pra bancar 99% do que é vendido lá, continuo na boa e velha C&A, onde ainda posso parcelar em 5 vezes sem juros no cartão. Mas não nego que, se ricaço fosse, talvez até daria uma de fresco consumista pra no mínimo conhecer o lugar...

:: por Helio às 2:39:13 AM | permalink | comente []



Dicas garimpadas

O Pensar Enlouquece deu dicas que eu repito aqui:

Brazilian Star Wars - uma crítica em inglês a um filme dos Trapalhões, que remete, entre outras coisas, a uma cena com uma aranha gigante que lembra muito uma de O Senhor dos Anéis - O Retorno do Rei. Teria Peter Jackson plagiado Renato Aragão?

Terminal Island - navegabilidade não é o forte desse blog. Mas com uma idéia original dessas, quem se importa? Haja programação...

Lucio Ribeiro também deu dica essa semana. E eu novamente repito:

SuicideGirls - site pago mas com algum conteúdo aberto. São fotos um tanto ousadas de garotas com visuais, digamos, alternativos (eu vejo por causa das tatuagens.. :P)

:: por Helio às 2:37:25 AM | permalink | comente []



Newsweek se complicando

EUA confirmam episódios de desrespeito ao Alcorão em Guantánamo

Esse é um exemplo de caso em que a imprensa mete os pés pelas mãos. A revista Newsweek publicou, há mais ou menos um mês, reportagem denunciando que soldados norte-americanos teriam desrespeitado o Alcorão na base militar de Guantánamo, como forma de provocar ou intimidar prisioneiros de guerra. Os fatos provocaram indignação entre os muçulmanos, o que resultou numa onda de protestos em vários países, sendo que alguns resultaram em dezenas de mortes.

O governo americano, porém, negou o desrespeito e a Newsweek, por medo, falta de provas mais contundentes ou mesmo desconfiança em suas fontes ou repórteres, tratou logo de "desmentir" a reportagem. Apesar do comunicado desmentindo tais fatos ter saído com uma certa rapidez, este não foi suficiente para evitar que os protestos e mortes - que já estavam acontecendo - no Oriente Médio cessassem.

Tal desmentido passou uma impressão de irresponsabilidade por parte da revista, já que, sabendo da gravidade dos fatos e suas possíveis consequências, e tendo dúvidas em relação a esses fatos, deveria ter avaliado melhor se devessem ser publicados. Poderia, por exemplo, checar melhor com suas fontes, buscar provas, antes de publicar. Não o fez, provavelmente pela ambição em publicar um furo - erro grave que muitos veículos de comunicação acabam comentendo.

Não bastassem esses erros, com a notícia do Pentágono confirmando o que foi divulgado anteriormente pela Newsweek, um novo erro da revista acabou transparecendo. E isso deixa no ar duas questões: será que foi mesmo a falta de confiança na matéria que fez a revista publicar aquele mea culpa, colocando em risco a credibilidade sua e de seus repórteres? Ou talvez eles cederam a alguma pressão do governo americano para chegar a esse ponto?

Como diriam alguns, "sabei-me-lá"...

:: por Helio às 2:37:05 AM | permalink | comente []



Desde quando é feio ganhar bem?

- Marquinhos?
- Zé? E aí, quanto tempo cara?
- Pois é! O que anda fazendo? Tá naquela empresa de internet ainda?
- Tô sim...
- Então deve estar bem de grana né? Tanto tempo lá, você já ganhava bem aquela época...
- Eu ganhava bem? Nada!! Não ganhava e continuo não ganhando. Tá difícil a coisa, meu salário é contadinho todo mês! Você que sempre teve vida mansa?
- Eu?!? De onde você tirou isso? A correria tá braba, não tenho tempo pra nada e tô ganhando mal pra caramba!
(...)

E assim vai o diálogo, que daqui a pouco vira uma discussão com os interlocutores competindo para ver quem está pior. Quem nunca participou de conversa parecida ou pelo menos ouviu uma, que atire a primeira pedra. Difícil é achar alguém que esteja satisfeito com o salário que está ganhando. Poucas pessoas têm a coragem de admitir para os outros que estão bem de vida, bem empregadas, com bons salários. Todos sempre querem parecer pobres, sofredores para os outros. Será que muitos aí não têm algo a esconder?

Esse comportamento pode ter vários motivos. Obviamente, um deles é que a pessoa pode não estar satisfeita mesmo. Afinal, nem todos têm a obrigação de estar felizes com seus ganhos. Pode ser que o indivíduo ganhe mal mesmo, não consegue arranjar uma fonte de renda melhor e vive endividado. Mas arrisco dizer que esse motivo se aplica a poucos casos.

Se se aplica a poucos casos, então por que diabos as pessoas sempre querem parecer insatisfeitas? Claro que a insatisfação é uma característica inerente ao ser humano. Mais ainda na sociedade capitalista e consumista em que vivemos. Todos sempre querem mais e melhor e, quando conseguem, querem mais e melhor do que conseguiram. Raro é achar quem se deu por satisfeito e parou naquilo, por opção própria.

Mesmo assim, continuo vendo falsidade naquele diálogo acima. Ainda mais quando começa a tal competição de quem ganha menos. Quem sabe as pessoas, quando se comportam assim, estão tentando se proteger. Mas contra o que? Contra inveja? Contra aproveitadores? Ou é pra ninguém pedir dinheiro emprestado? Talvez tudo isso. Mas talvez nada disso também.

Fosse assim, ninguém comprava roupas novas, todos andavam de Corcel velho e também ninguém iria e nem daria festas caras. Mas não é o que acontece. As mesmas pessoas da conversa acima podem muito bem estar comendo bem numa praça de alimentação de um shopping center (*) bacana, vestidas com roupas caras, relógios e sapatos novos e, ao se despedirem, fatalmente acabam entrando em seus carros tunados, com rodas de liga leve novinhas, para irem à boate da moda. E no caminho ainda vão gastando minutos em seus celulares de última geração.

Outros, já pais ou mães de família, choram as pitangas a vida inteira na frente de todo mundo, mas na hora do casamento da filha bancam uma festa de vinte ou trinta mil reais. E não abrem mão de uma piscina em casa, um apartamento na praia e uma viagenzinha ao exterior a cada dois ou três anos. Mas nas conversas com os amigos, querem parecer pobres-coitados, mesmo que simultaneamente estejam ostentando riquezas.

Esse tipo de comportamento me intriga. Me parece coisa de brasileiro mesmo, ou dos latinos em geral, coisa dessa mania nossa de nos martirizarmos, de nos fazermos sempre de vítimas. Talvez seja também um sentimento de culpa, por morarmos num país predominantemente pobre. Se alguém admite que é rico ou ganha bem, pode acabar ganhando um peso em sua consciência. Difícil entender. Parece que hoje em dia realmente é feio falar que ganha bem.


(*) - alguém pode me explicar porque no Brasil chamamos shopping center de shopping center? Sendo uma expressão em inglês, somos levados a crer que nos países anglo-saxões esses estabelecimentos sejam chamados assim. Mas não. Lá eles chamam de mall. Se alguém souber, me conta, por favor.

:: por Helio às 1:05:25 AM | permalink | comente []



:: 2.6.05

Podcasting

To tentando entender direito o que é esse negócio de podcasting. Tem muita gente falando, mas nem tantas explicando. Recorri então ao Google (claro), que me indicou a Wikipedia, uma das melhores fontes de informação grátis da web, depois do próprio Google. E finalmente entendi o que é o tal podcasting. De início fiquei um pouco frustrado. Esperava um pouco mais. E também achava que seria mais simples produzir e colocar "no ar" um podcasting. Mas a coisa não é tão simples assim, já que é preciso espaço pra armazenar arquivos - muitas vezes grandes -, uma boa bandwidth, etc. Mas depois, pensando melhor, a frustração se transformou em empolgação, e já comecei a pesquisar alguns podcasts que valham a pena ouvir (para depois, é claro, indicar aqui).

E já que eu reclamei que muitos sites falam sobre e poucos explicam, vou eu tentar explicar aqui o que eu entendi. Antes de tudo preciso falar sobre o RSS. Quem usa o browser Firefox muito provavelmente deve ter reparado que, ao abrir alguns sites, aparece um símbolo laranja no canto inferior direito da tela. Clicando ali, o browser adiciona o site a uma lista chamada 'favoritos dinâmicos'. Com isso, qualquer atualização nesse site poderá ser checada (ou prevista) por quem o incluiu em sua lista, sem que o site precise ser aberto. Sendo um site de notícias, por exemplo, as manchetes podem ser lidas apenas abrindo a lista de favoritos dinâmicos e passando o ponteiro do mouse sobre o nome do site.

Como resultado, o leitor ganha tempo, pois não precisa abrir os sites de notícias um por um para verificar se há atualizações, ou pesquisar sobre os últimos acontecimentos. Essa função não está só no Firefox. Existem vários programas para leitura de RSS - inclusive alguns plugins do Firefox -, bem como outros browsers (não o Explorer, pelo menos por enquanto) que também suportam esse protocolo de comunicação.

Mas esse protocolo não se mostrou útil apenas para os sites de notícias. Logo outros tipos de site (blogs, por exemplo) passaram a adotá-lo. Assim a 'audiência' se torna mais garantida, pois quem tem o site em seus favoritos acaba sabendo com mais facilidade quando há atualizações, e consequentemente passa a visitar o site com mais regularidade (claro, se o site é regularmente atualizado também).

Foi aí que entrou o podcasting. Blogs que disponibilizam áudio online não são novidade. Mas com a chegada do RSS, esses blogs puderam postar arquivos de áudio para, na mesma hora, através do RSS, avisar os leitores sobre a atualização da página. Assim, todas as pessoas que têm o blog entre seus favoritos dinâmicos podem saber na hora que um novo arquivo de áudio foi adicionado, e na hora baixá-lo, para ouvir no computador mesmo enquanto trabalham ou navegam na internet, no mp3 player enquanto andam por aí, ou onde mais conseguirem. Outra opção - melhor ainda - é instalar programas disponíveis por aí (ver lista de sites abaixo), que já identificam pelo RSS que um novo arquivo foi adicionado, e aí baixam automaticamente o arquivo pro computador, em horas que ele não está sendo muito utilizado.

É uma transmissão (cast) um pouco diferente, já que não é ao vivo (como o streaming audio) e também não viaja pelo espectro eletromagnético como ondas de rádio ou TV. Mas não deixa de ser uma transmissão. Uma transmissão bem democrática, que não depende de liberação de Anatel, Decom ou seja lá quem for, e pode ser ouvida em qualquer lugar do mundo onde exista acesso à internet.

E essas transmissões, como num blog comum, podem conter qualquer coisa, a gosto do autor. Podem ser as suas músicas preferidas, notícias, comentários, whatever. É um novo espaço livre para manifestações, sejam elas quais forem. Dá medo? Pode ser que dê para alguns. Afinal, nem todos vão usar (ou usam) esse espaço com fins, digamos, benéficos. Mas, já que, como dizem por aí, a internet nada mais é do que a extensão do "mundo real", então que venham os podcasts!

Algumas sites com listas de podcasts:

Podcast Alley
The Podcast Network
Podcast Central
Podcast Directory
Ipodder.org

:: por Helio às 5:10:19 PM | permalink | comente []



:: 1.6.05

Recado das urnas

Muito tem se falado sobre a rejeição dos eleitores franceses à Constituição Européia. A principal justificativa seria que a rejeição se deu por causa da impopularidade do governo francês. Agora, três dias depois, os holandeses também rejeitaram, nas urnas, a mesma Constituição. Será que o governo da Holanda está sofrendo do mesmo mal? Ou será que essas análises veiculadas na imprensa têm sido um tanto superficiais? Com a palavra, um europeu. Com a qual concordo. Me parece ser esse o grande problema.

:: por Helio às 11:51:25 PM | permalink | comente []



Aqui se faz, aqui se paga

Aqui eu dou meus palpites e assumo quando erro. Há alguns dias disse que o Cruzeiro caminhava para vencer mais uma Copa do Brasil. Queimei a língua (e as pontas dos dedos também). A Raposa caiu na semi-final diante do Paulista. E como o time de Jundiaí desbancou meu favorito, automaticamente o substitui em meu palpite. Já que to queimado, ficar queimado e meio não vai fazer grande diferença.

:: por Helio às 11:51:14 PM | permalink | comente []



Star Wars

Nem ia escrever nada sobre o filme que dá título a esse post, já que o tema foi tão abordado em tudo que é lugar (principalmente blogs). Mas assisti na quarta-feira passada - é, tem que ser na quarta que o cinema é mais barato - ao Episódio III de Star Wars (A Vingança dos Sith), e não consegui ficar alheio. Porque na mesma proporção que os dois episódios anteriores da trilogia (ou da dupla trilogia) me decepcionaram, o terceiro episódio me surpreendeu. Já tinha ouvido muitos falarem que era o melhor dos três, mas como bom desconfiado, só acreditei vendo.

Por força do destino, acabei não vendo os dois primeiros episódios na época em que foram lançados. Deixei pra ver alguns dias atrás, mais por obrigação, já que queria muito ver esse Episódio III, e não faria sentido assisti-lo sem ao menos dar uma geral nos anteriores.

Sobre eles, primeiro de tudo eu esperava efeitos especiais melhores. Não que não sejam bons, mas não pareciam reais. Pareciam muito com um jogo de videogame (talvez até o X-Wing que eu era viciado). Acho que George Lucas tinha cacife pra fazer melhor. Sem falar que certas partes e alguns personagens (leia-se Jar-Jar) de ambos os filmes me pareceram muito infantis. Parece que quiseram muito fazer um contrapeso, pra aliviar temas mais pesados que a história abordava, como as constantes tramas políticas, o amor quase edipiano entre Anakin e Padme e as próprias guerras em si. Ficou a sensaçao que a ótima história poderia ser contada de melhor forma.

O Episódio III, por sua vez, deixa de lado a infantilidade. Eventuais piadinhas, comuns em qualquer filme de aventura, são raras. Mesmo o coitado do Jar-Jar foi jogado pra escanteio e fica limitado a uma pequena aparição de alguns segundos, sem direito a nenhuma gracinha. Nada mais adequado, já que o tema central - a transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader - é o mais pesado de todos os seis filmes.

Os efeitos especiais, dessa vez, colaboram muito. A cena inicial é prova disso. E o som - impecável em todos os episódios - também não deixa nada a desejar, sendo talvez o ponto mais forte dos efeitos. Faltou só uma sala com som THX, coisa ainda inexistente aqui em Curitiba.

O resultado final é um filme muito bem amarrado, complexo mas ao mesmo tempo fácil de entender. A não ser quando os pré-adolescentes que sentam atrás de você no cinema resolvem ficar conversando durante algumas partes do filme.

Transformação

A transformação de Anakin Skywalker em Darth Vader é algo fascinante. O roteiro nem só do terceiro episódio fez essa mudança acontecer de uma forma gradual até certo ponto, preparando a audiência ao que estava por vir. Preparação que começou já nos dois episódios anteriores, com algumas pistas de que o jovem Jedi não era "o escolhido" que o Conselho acreditava ser. O seu ataque solitário e cheio de ódio à tribo que sequestrou e matou sua mãe é o exemplo mais explícito disso.

Porém, não foi apenas esse desvio de personalidade de Anakin que o levou a se tornar Darth Vader. Ninguém precisa ter muita experiência de vida para ter idéia até a que ponto uma pessoa pode chegar por amor, ainda mais quando esse amor se torna obsessivo. O amor, no caso o de Anakin por Padme, chegou a esse nível obsessivo, em que se transforma em egoísmo (consequência óbvia da perda de sua mãe, que Padme acabou substituindo).

Assim, não importavam os meios que ele usaria para manter sua amada ao seu lado, o que importava era mantê-la. Essa obsessão cegou-o tanto que ele não percebeu que os meios que estava utilizando a afastariam dele no final.

O mesmo sentimento de egoísmo de Anakin acabou nutrindo a sua sede por poder. Não foi exatamente o fato do Conselho Jedi não confiar plenamente nele que o levou a traí-los. Foi sim a possibilidade de alcançar um poder maior do que poderia adquirir se ficasse ao lado dos Jedi. Afinal ele sabia do seu potencial e foi avisado mais de uma vez por seu mestre Obi-Wan que tudo era questão de paciência.

Mas ele ambicionava um poder maior, naquela altura ainda para o bem. Nos filmes anteriores Anakin já dava pistas disso, quando insinuava que uma ditadura (uma ditadura com 'boas intenções', em que o ditador sabe o que o povo quer e usa seu poder para isso - qualquer semelhança ao governo de Fidel Castro não deve ser mera coincidência) poderia ser o melhor caminho para a união do Império.

Por fim, o até então herói, talvez um pouco por sua personalidade e um pouco por sua inexperiência, deu muita abertura à influência do chanceler Palpatine. Acreditou cega e inocentemente em suas palavras, e isso acabou por selar o seu destino. Porém, não dá pra negar que o Conselho Jedi teve sua culpa nisso tudo, pois ao mesmo tempo que ainda não confiava plenamente em Anakin, o submeteu a uma situação delicada - espionar o seu amigo e conselheiro Palpatine.

De qualquer forma, Anakin teve chances de escolha em momentos cruciais. Por exemplo, quando se deparou com o arrogante Jedi Mace Windu a ponto de matar o ora chanceler. Ele preferiu acreditar na possibilidade de chegar ao poder, ao mesmo tempo salvando sua amada de uma morte que para ele parecia certa. Mesmo que para isso tivesse que se render ao lado negro da Força - que a essa altura não parecia para ele um lado tão perverso -, jogando fora a possibilidade de se tornar um mestre Jedi, ambição que tinha desde a infância.

Quando se encontrou com Padme pela última vez, teve outra chance. Lá ela deixou claro não aprovava os métodos que Anakin utilizou para conseguir o que queria. E teve, ainda, várias chances de se render a Obi-Wan durante a luta dos dois, mas sua arrogância e auto-confiança exagerada o fizeram pensar que poderia derrotar seu mestre.

Nesse momento, por sinal, mais uma menção ao 'mundo real', quando Anakin diz a Obi-Wan que se não está ao lado dele, então é seu inimigo. Qualquer semelhança com os discursos de George W. Bush também não é mera coincidência.

Àquela altura, porém, o novo vilão já tinha se deixado levar pelo lado negro. Suas atitudes eram cada vez mais impulsivas e nada - nem o amor que tinha por Padme - parecia importar mais. Ele só pôde perceber isso quando recebe a notícia de que ele próprio causou a morte de sua amada. Por mais que a morte ainda não tinha acontecido, já era tarde demais.

Sua trajetória até ali é tão trágica e cheia de difíceis escolhas, que no fundo, fica um sentimento de pena. De certa forma, fica justificado o surgimento de Darth Vader, e certamente quem rever os episódios antigos vai olhá-lo com outros olhos. Acabamos entendendo que, apesar de tudo, ele teve motivos para isso.

São questões como essa, abordadas no filme, que o tornam fascinante, que o diferenciam de uma super-produção qualquer, baseada apenas em efeitos especiais de última geração. Elas remetem a situações comuns, que podem acontecer hoje, no mundo real, com qualquer um. Nesse aspecto a ficção fica de lado, o filme ganha um lado humano por isso alcança o sucesso que alcançou.

:: por Helio às 3:18:22 PM | permalink | comente []



Ciência 1 X 0 Igreja

- Você viu esse negócio do Procurador da República querer barrar a pesquisa com células-tronco?

- Vi sim... até que enfim alguém sensato se manifestou lá em Brasília...

- Como assim? Pra mim isso é um absurdo! Como alguém que se diz tão a favor da vida pode ser contra a qualidade de vida? Que tipo de religião é essa que só prega "nascer" e não viver?

- Mas alguém tem que segurar as rédeas da ciência, senão a coisa descamba e daqui a pouco tá todo mundo usando essas pesquisas com fins maléficos!

- Como assim segurar as rédeas? Se a coisa é inevitável mesmo, se a tecnologia existe, porque não a apoiar desde já? Quantas vidas não são perdidas enquanto perdemos tempo com esse tipo de discussão? Porque se a Igreja quer ser contra alguma coisa da ciência, não vai se preocupar com o crescimento das pesquisas sobre tecnologia nuclear então?

- Não sei, eu tenho medo disso tudo. A ciência solta assim pra fazer o que quiser, sem limites...

- Pois é, mas esse é o tipo de pensamento que daqui a uns anos a gente vai dar risada ao lembrar que existia. Que tinha gente contra, com receio disso. Isso me faz lembrar de meu avô. Ele me contava que quando começaram a aparecer carros mais potentes, as pessoas discutiam se o ser humano seria capaz de suportar velocidades acima de 100 km/h...

- É, mas nesse caso estamos falando em brincar com a vida, criar vidas e tirar vidas também, já que essas células vêm de um embrião humano.

- Então me diz como que a Igreja, que patrocinou as cruzadas, apoiou ditaduras sanguinárias, gasta dinheiro em luxos nas suas sedes, dinheiro que poderia ir para projetos de caridade que salvariam muitas vidas, Igreja que é contra os métodos contraceptivos, posição essa que resulta em várias vidas que surgem para logo depois morrerem de fome... Como essa Igreja pode se dizer a favor da vida?

- Mas nesse caso estaríamos legitimando o assassinato de uma vida. É diferente de permitir que uma vida continue para depois morrer. Porque pode ser que essa vida que você diz que iria morrer, não morra. Assim a vida tem pelo menos uma chance.

- Ah, o cristianinsmo é muito retrógrado mesmo.. Antes fossem essas razões que você diz. Razões que parecem tão singelas, tão boas. Com certeza tem alguma outra razão escondida por trás disso tudo, algum interesse oculto. Provavelmente alguma coisa como desmoralizar a ciência, pra esta não se sobrepor à religião.

- Claro que não. A razão é simples: só Deus dá vida. Se a clonagem e as pesquisas com células-tronco avançarem.. já já o homem é quem vai estar criando vida, brincando de Deus. Já imaginou as consequências disso?

- Que tipo de consequências teríamos? Vidas salvas? Evolução da humanidade? Pra mim o grande problema pra Igreja é que, se o homem começar a "criar vida", vai perder a fé na Igreja tradicional de hoje em dia. Com isso ela perde fiéis, e consequentemente perde poder, dinheiro. E pra terminar a discussão: segundo a Igreja, Deus não está dentro de todos nós? Se o deus que a Igreja diz que existe deu essa capacidade ao homem, qual o sentido em não usá-la?

- ...

(Fim da discussão. Venceu a ciência)

:: por Helio às 1:57:02 AM | permalink | comente []